quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Distante







O que eu vi diante de você,
Foi a imagem que esperava ver
Desesperado sem saber porque
Deixando a vida, deixando de viver.

A solidão amiga e companheira
Estranha face fria e sossegada
Angústia pelo silêncio à noite inteira
Na bela noite negra e gelada.

Pairou diante de mim por tempo
Com cegos olhos me via diferente
Como a lenta morte, soprava o vento
Sinto te deixar, embora, sem lamento.

Nosso tempo já foi diferente
A mudanças por que passa agora
Mas a dor entre nós era intermitente
Dou-lhe adeus e deixando-o ir embora.

Deixando um peso na alma sem saber
Quando o vi na margem do rio,
Águas turvas mas também calmas
No momento que não esperava reviver.

Agora você está aí sem nada a fazer
Deixo contigo minhas tristes lembranças
Pela eternidade, irei me arrepender
Ver-te ao meu lado ainda é minha esperança.

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